SOBRE O SONHO QUE NÃO VEMOS

PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO

 Dentre dilatações sinuosas de existência controversa, esse ensaio produzido em 2018 em Cuba é o início de uma investigação visual em torno das experiências de uma América Latina contemporânea. Mas é, também, uma busca infinda sobre os sonhos. Utopias. Distopias. Com sementes tão vivas, desejos de emancipação, de caráter poético decisivo, começam a ser vividos na prática. Tal feito, por muitos diversos, encara as contradições de um mundo esfacelado em uma compressão do espaço-tempo. Numa modernidade que regride, os pontos fora da curva aparecem como sopros, e movimentam a realidade.

 

Nesse diálogo entre relações, espaços e sujeitos latino-americanos inseridos em seu meio latino-americano, nossa identidade, no século XXI, surge como planta verde, que resiste bela. Em texturas, formas, rostos e suores, até quando? Já houve? Longe do que pode parecer, a abordagem dessa nova miragem do possível parte das subjetividades. A mistura do ser com o espaço em que o corpo habita. Um lugar em construção. A quase solidão. A experiência coletiva.

 

Uma busca por empatia. Um chamado a mirar. 

Assim, apontam-se horizontes tão necessários neste momento. 

Essa é uma busca e um estado de desequilíbrio sobre os sonhos que não vemos.

A série apresentada aqui é um pequeno recorte desse longo trabalho ainda em fase de edição.